REPRESENTATIVIDADE LGBT NA PRODUÇÃO DE CONTEÚDO
Todos precisam entender a importância da presença de pessoas diversas em todos os âmbitos profissionais e a riqueza na troca entre pessoas diferentes. Quando olhamos para a produção de conteúdo e a presença no digital, essa discussão permanece e se torna ainda mais profunda.
A falta de representatividade
É comum ouvirmos pessoas de grupo minoritários, como negros, LGBTQIAP+ e mulheres, comentando sobre a falta de representatividade. Mas o que seria isso? É até bem simples, e na prática funciona muitas vezes dessa maneira: quando crianças, nos inspiramos em personagens e personalidades famosas, e assim vamos moldando nossos desejos e de certa forma, quem nós somos. A expressão em inglês “role model” define bem esse conceito. Nós basicamente enxergamos em alguém midiático, um exemplo e referência a serem seguidos. Por mais que essas influências sejam muito fortes na nossa infância, vale lembrar que elas não se limitam à essa época da vida. Passamos quase toda a nossa existência procurando por modelos com quem temos identificação e que nos ajudarão a enxergar e entender o mundo.
A busca desses modelos através da mídia é nítida. É importante assistirmos filmes que contenham casais LGBTQIAP+ e filmes nos quais afrodescendentes e mulheres ocupem posições de poder… Enfim! Todos precisamos nos enxergar nas telas - e claro, em papéis não estereotipados ou silenciados. Estamos fartos de ver negros com papéis terceiros ou homossexuais estereotipados na novela das nove.
Quando crescemos, vamos construindo quem queremos ser a partir das referências de pessoas, que para a gente, significam sucesso e admiração. Mas e se você olhar para “fora” e não conseguir se enxergar em ninguém? Se você sente que não existe nenhum semelhante e que você não é representado na mídia por ninguém, e principalmente, não vê e nem enxerga ninguém como você, as coisas começam a ficar um pouco mais complicadas. Sem referência, ficamos perdidos. Por isso, é tão importante que a produção de conteúdo abranja diferentes pessoas, nacionalidades, etnias e modos de viver.
O fim do preconceito passa pela representatividade
Sempre existirá alguém procurando por referências ou perdido procurando uma pessoa para lhe mostrar o caminho. O caminho na busca por uma profissão, nos relacionamentos, nos seus gostos pessoais… E para isso, é necessário que o caminho seja diferente do que a vivência de preconceito e limitações. Uma vez que a mídia tradicional, advinda de grandes emissoras ou marcas, não parece ter interesse em suprir a necessidade de referências para todas as minorias, os produtores de conteúdo independente se destacam ao trazer mais diversidade para o mundo do entretenimento e da informação. Se não conseguimos nos ver na tela grande da televisão, nos veremos na tela menor do celular! E assim, vamos mudando dia após dia.
Gostou de saber mais sobre representatividade? Quer ficar ainda mais por dentro e evoluir junto com a gente? Então segue nossos perfis nas redes sociais e fiquem ligados que tem muito mais a ser debatido sobre diversidade!






